russo
Não é uma comunidade, é um noticiário.

28.3.05

 

Férias

Não estou em Blumenau. Não estou na Internerd o dia inteiro. Emendei uma semana de férias com o feriadão, e estou agora em Brasília.

Entre outras coisas, estou brincando com a minha sobrinha, que está faladeira, e tem um sorriso lindo, e tem um abraço tão gostoso que é impossível não se derreter e sublimar-se instantaneamente. Ela está naquela fase de perguntar os porquês, e 20 vezes de "não, as pessoas vão no banco, e as malas vão lá atrás no porta-malas" podem até dar uma canseira, mas como toda criança, como todo ser vivente, ela é um pequeno milagre ambulante. Desdobrando lentamente as pétalas da sua vida.

A última dela é dizer que quer dormir de dia e de noite quer brincar, se divertir, sair, conversar, mulher faladeira, massagem, ... sim, ela fala tudo isso. Conheço alguém que acabou de se identificar com ela. ;-)

O vôo de Sampa pra cá foi estranho. Primeiro que a Varig tem burocracias que nem o próprio bureau acredita. Ah, e claro, hoje eu tive a sorte de ser atendido somente por estagiários. No vôo, cheio de elementos de terno, e elementas de tailleur, todos posando de ocupadas pessoas de negócio, eu notei muitas janelas fechadas. Minha mente não aceita isso direito. São toneladas e toneladas de aço, com malas, pessoinhas e badulaques, flutuando pelo ar. Como foi que isso se banalizou? Quando? Eu não estudei engenharia de aviação, mas eu sei algumas coisas. Mesmo que não soubesse, não é mágico???? Ele corre, corre corre, e de repente estamos saindo do chão!!! Voar sempre tira um sorriso de mim: é lindo.

21.3.05

 

Meu Filho Morreu

Meu filho morreu. "Nenhum pai deveria ver o filho morrer", ecoam as histórias há milhares de anos, mas meu filho morreu. Nenhuma história agora ajuda, não há solidariedade que me ofereçam que agora eu queira. Eu quero meu filho de volta.

Como um soldado, que parte para a guerra e deixa a mulher grávida, eu recebi, com alegria, com júbilo, com deleite, com o coração aberto e amoroso, a ciência da paternidade. Um filho! Brincalhão, e com meus olhos, um filho! O meu filho! Desviei das balas para ser seu pai, enfrentei os horrores da batalha para ser seu pai. Pedi perdão a cada inimigo caído, porque eu precisava derrubá-lo, para ser seu pai. E na preamar da guerra, quando começava a acreditar na esperança do retorno, meu filho morreu.

As alegrias que ele iria trazer, nunca mais serão. As alegrias que eu iria lhe dar, agora são navios na tormenta, soçobrando em meio às vagas. Os sonhos, os cantos, os netos - os vagalhões trazem a memória de memórias que nunca irei ter. Todas as histórias, os momentos juntos, os carinhos, as caretas, tudo se esvaiu, se foi, esvaneceu naquelas linhas, naquelas palavras soluçadas no papel. Seu filho morreu.

Choro um choro escondido, a lágrima seca de orgulho engolido. É irreal, diz a razão. É fantasia: o filho nunca o viu, não sabe a cor do sono dele. Empedrado em uma pose oca, faço conta de rochedo, de montanha impassível. Ah, ilusão!! Fere fundo a adaga de sua morte, que o canto de vitória da guerra tem pra mim uma batida fúnebre.

Meu filho morreu. Não mais papai. Não mais mamãe. Apenas aqueles olhinhos registrados no instantâneo, e o sorriso de quem ama.

20.3.05

 

Amarodoce

Amarodoce,
Foi este meu crime
A embalagem instigava
As letras derretiam na saliva
A alegria escorria lentamente

Ah! Resistir não foi possível:
Ataque certo, certeiro, certíssimo.
Alcancei Nirvana em duas bocadas:
Algo assim desvia o homem!!

Amei o doce, amei o amaro
Amei o caldo silencioso e a vontade
Armei desculpas insípidas
Armei planos para amar o doce.

 

Chance Perdida

Era 'quela moça no canto
O assento vago ao lado me chamava
Um gesto talvez a alegrasse
Palavras talvez dessem sorrisos.

Mas não é à minha forma
Tal busto, não é a linha certa
Em suas coxas, há sempre um empecilho
Em sua bolsa, é sempre meio que torta.

Não é que não seja bonita
Não é que eu não seja ostensivo
Mas não toca em minh'alma uma nota
Do amor que busco, que persigo.

Em luxúrias a mente se perde
Facilmente, sem culpa, sem medo
Mas não há no cerne este ensejo
Não há alívio em atracar esta sebe

Assim desço em silêncio, e mudo
Abandono este instante ao devaneio
Sorrio com a paz e a inquietude
De quem viu a chance e quis tê-la perdido

 

Sem Título

-- um versinho para o Drummond

Carlos canta uma modinha
Tão lindinha, sem riminha
Carlos canta às vezes triste
Ou, de tão singelo, até mesmo riste.
Ouço Carlos cantar uma, duas musiquinhas
E estradas, queijos, chuvas e saudades de Minas.
Carlos obsceno explora fêmeas
Com sua língua ferina e mineira.
À la carioca percorre corpos, entorta escadas.
Carlos não tem medo ou vergonha
Nem mesmo a paz do coito ele perdoa.
Carlos pensa um pouco: que é o homem?
Se não, o que é Carlos? Um gauche na vida,
Um anjo caído.

7.3.05

 

E amanhã...

...voltam as aulas de Alemão. Aber, ich habe Alles vergassen.

 

And right now...

Trilha sonora do momento: Enya, e deleito-me particularmente com Evening Falls.
When the evening falls and the daylight is fading,
From within me calls - could it be I am sleeping?
For a moment I stray, then it holds me completely.
Close to home - I cannot say.
Close to home feeling so far away.

As I walk there before me a shadow
From another world, where no other can follow.
Carry me to my own, to where I can cross over...
Close to home - I cannot say.
Close to home feeling so far away.

Forever searching; never right, I am lost
In oceans of night. forever
Hoping I can find memories.
Those memories I left behind.

Even though I leave will I go on believing
That this time is real - am I lost in this feeling?
Like a child passing through, never knowing the reason.
I am home - I know the way.
I am home - feeling oh, so far away.

 

Fim de Semana: Domingo

Acordei bem tarde, daí fui almoçar no China In Box, depois, .... hit the road, Jack.

Rodei uns 100km, passei por Pomerode, fui tentar achar a estrada para Timbó que passa por Rio dos Cedros, mas no fim peguei outro caminho, e quando eu percebi, decidi continuar adiante. Fui parar em Jaraguá do Sul, depois voltei pela estrada de Massaranduba. Meus braços estão queimados em cima, e crus embaixo.

 

Fim de Semana: Sábado

Fui dar aula pro trio parada dura: Ricardo, Nane, Clóvis. Foi lá no apê da Nane, lá no Garcia.

Eu sou muito auto-crítico, então achei meia boca, mas de verdade, eu não me preparei o bastante para a aula, eu devia ter estudado mais o material, antes, testado algumas coisas. Mas, enfim, acho que pro objetivo de ajudar os três, foi bom o bastante.

Saí de lá, fui pra casa, dormi até umas 8, 9, sei lá não lembro. Daí assisti o filme Voltando a Viver, que foi o presente de despedida do Arnaldo Cóió. Ele voltou pra Santos, a família toda está lá, com criança pequena aqui, e sem ninguém pra ajudar, tava fogo.

2.3.05

 

Finalmente...

... após vários dias de inferno na terra, hoje está nublado e a temperatura mais amena e agradável. E está entrando um vento sul suave, e vento é sempre bom. :-)

 

Desafio

Lanço aqui um desafio: eu queria ver um desses malabaristas de semáforo, bater embaixadinha com uma bola em chamas.

Ao que o Jaison aqui do escritório acrescentou: e com a camiseta encharcada de gasolina.

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