russo
Não é uma comunidade, é um noticiário.

26.5.05

 

Mina Docinho

[DISCLAIMER: Este também faz tempo que tava no Drafts]

Pode até ser que sejamos responsáveis pelos que cativamos; eu acredito que somos responsáveis pelo que falamos; mas não consigo achar que somos responsáveis pelo que as outras pessoas pensam. Leia-se "entendem". Leia-se "esperam". Leia-se "imaginaram".

Algum tempo atrás, eu havia entrado no orkut em uma comunidade chamada "Odeio Mina Docinho". E isso, eventualmente, veio a me render alguns frutos, no mínimo, indesejáveis. Como se, ao fazer isso, eu estivesse traçando uma linha excludente, como se proferisse uma sentença - como se a mesma fosse de última instância. (E outras coisas que EU imaginei a partir do que ouvi, but hey, that's what this is all about). Expectativas, ambiguidades, interpretações. Slippery rocks.

O fato é que eu pensei a respeito, e pensei nesta b**** de comunidade. E pensei cuidadosamente: com o que é que me identifiquei ali? E a conclusão que eu cheguei é que o meu problema não é com "Docinho", é com "Mina". Todo mundo faz um docinho de vez em quando, é divertido, é aconchegante, é como uma idiossincrasia, algo que não é importante por si só, mas que é uma daquelas pequenas coisas das quais sentimos falta depois. Não tenho nenhum problema com mulher que faz docinho, aliás, mulher que não faz docinho é algo muito estranho. Mas existe uma linha sim, em algum lugar, que eu não sei precisar (nem acho que eu consiga), entre uma "Mina Docinho" e uma "Mulher Docinho".

Eu não sei traçar a diferença, eu até mesmo tenho algumas teorias, mas... se nem mesmo na minha cabeça eu sei traçar a diferença entre o "Mino" e o "Homem", não vou nem me aventurar a tentar entender algo na cabeça das mulheres ;-)

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